Paixão ou loucura?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009


É vinte e seis de dezembro, e ela entra apresada no escritório de Alvinho. tivera um dia complicado, e estava voltando de um velório para resolver alguns problemas.Alvinho a recebe com um sorriso lindo e logo que os olhares se cruzam ela sente aquele frio na barriga. Era seu sexto sentido tentando lhe avisar do perigo que corria.

Iniciam a conversa a respeito de negócios, afinal ela foi até lá para isso, mas tem algo lhe incomodando, aquele homem mexe com todos os seu sentidos, tenta agir naturalmente ,mas já não sabe mais o que fazer com as mãos,aqueles olhos castanhos esverdeados parece penetrar-lhe no fundo de sua alma, sente-se extasiada com a presença daquele homem, seu olhar sedutor faz com que o coração dela dispare, e por um instante sente ele a bater em seus ouvidos.

Tenta disfarçar, não acredita que isso possa estar acontecendo com ela,sua face fica rubra e a boca úmida. Olha nos olhos de Alvinho, é um olhar fulgido, mas logo se apossa de um súbito embaraço e se esconde no chão.Pensa em sair logo dali,fugir antes que seja tarde.Sabe que está sendo seduzida e que não pode se envolver com esse homem, pois ambos são casados. Então levanta-se ,inventa uma desculpa para ir embora;mas ele ao contrário dela; não está disposto a evitar o que está prestes a acontecer.

Sempre muito galanteador Alvinho também levanta-se, com a desculpa de acompanha-lá até a porta, por um instante acha que está louca , e tudo é coisa de sua cabeça.

-Não, não pode estar acontecendo isso! ela sente que suas pernas estão meio bambas, sua cabeça está dando mil voltas, não consegue entender por que está sentindo tudo isso.

-Logo ela que nunca acreditou em amor a primeira vista!

Tudo bem! agora ela iria embora, voltaria para seu mundinho de onde nunca deveria ter saido, e não iria mais velo, quando precisasse de algum serviço mandaria alguém vir até o escritório, poderia ser qualquer pessoa menos ela.

Chegando na porta ,ele pergunta à ela se não vai desejar-lhe um Feliz Natal.Só então se dá conta que ainda está no clima natalino.

-Sim é claro respondeu ela! Que logo estendeu-lhe o braço para um aperto de mão.

Alvinho segura sua mão e a puxa para mais perto, pois ele não queria apenas um aperto de mão, e com a desculpa de dar-lhe três bejinhos;rouba o terceiro beijo e a emprensa contra a parede, ela tenta desperadamente empurra-lo, mas logo percebe que não tem forças, que está dominada por um desejo imenso, e acaba se entregando a esse beijo.

E agora o que fazer? ela estava apaixonada, tinha certeza; e quando a paixão chega não pede permissão, não cria conjecturas ou interpelações; instala-se e se apossa e a vontade de ter o outro assola o juízo; independente do estado civil. Aquele beijo a levara do céu ao inferno em poucos minutos;e fez com que ela sentisse culpa e prazer,tristeza e alegria, euforia e medo tudo ao mesmo tempo.

O pior havia acontecido, e não poderia voltar trás, ela nunca mais seria amesma, agora para ela só restava uma saída: o divorcio,só assim teria liberdade para viver aquele amor, aquela paixão, aquela loucura...

Sim ela faria isso pediria o divorcio...


1 comentários:

Du disse...

hummmmmm....assina isso, guria!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Ficou muito bom!
Beijão, querida!

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